terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Bem Vestir Oportuno

"Mas, então, relaxavam um pouco os jovens a rígida austeridade e dureza de sua regra ordinária de viver, permitindo-lhes que enfeitassem os cabelos e embelezassem as armas e indumentos...não eram jamais tão cuidadosos em pentear e compor como quando estavam prestes a dar batalha; pois então os untavam (os cabelos) com óleos perfumados e os repartiam...”
Temos aqui antes a idéia de vaidade entre os espartanos. Lembremos que somente aos guerreiros já adultos era permitido deixar os cabelos crescerem, desde jovem eles os mantinham raspados e somente quando adultos e prontos para a guerra é que os tinham longos, dessa forma, o cabelos representava também parte de sua virtude de guerreiro, um sinal de sua posição social. Por essa valorização empregavam-se óleos perfumados e flores, artigos usado em sacrifício aos deuses e em ocasiões muito especiais, entre elas as festas de Hyacintia, amante do deus Apolo. Em analogia podemos comparar os penteados dos espartanos aos penteados utilizados pelos samurais ou tribos guerreiras das Américas.
Apesar de relatos indicaram que durante a maior parte da vida os indivíduos submetidos ao agogê eram deixados em termos de vestimentas de forma precária e até lhes faltasse asseio, esse parágrafo, no entanto indica a permanência da vaidade em ocasiões especiais, como um elemento de reconhecimento e respeito do indivíduo as solenidades e a sociedade.
Hoje vemos na sociedade homossexual, no entanto, uma supervalorização da aparência, a vaidade extrapola limites e cria indivíduos com características andróginas pelo uso de elementos femininos em seus costumes. A boa aparência é antes um jogo em que o indivíduo tenta mascarar muitas vezes a decadência física sob roupas chamativas, brilho ou que demonstre poder econômico.
A vaidade espartana estava no cuidado com o corpo como uma demonstração a sociedade do seu prepara como elemento útil a sociedade (defesa do território) e o uso de adornos se fazia presente em ocasiões realmente importantes como em festas ou funerais. O uso de flores nos cabelos, citados em alguns textos, se explicam pelo fato de que entre os espartanos não havia a aquisição de bens supérfluos, não havia o costume de uso nem produção de jóias e as vestimentas eram poucas a cada indivíduo, dessa forma, como hoje fazem os índios, os guerreiros espartanos faziam uso de elementos encontrados na natureza, fazendo o uso coroas de flores, presas de caça e peles de animais.

De: “A Vida dos Homens Ilustres” – Licurgo – Autor: Plutarco

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