sábado, 22 de setembro de 2012

A Arte da Guerra

Incalculável é o valor do conhecimento, porém, para se tomar um conhecimento é necessário haver compreensão.
Trabalhando numa empresa, eu recomendei que um estagiário lesse uma vez a  “Arte da Guerra”. Eu mesmo já o havia lido algumas vezes e levava sempre comigo aos locais de trabalho. Quando o rapaz, ao ver o livro, mostrou-se curioso ao conteúdo, de pronto o recomendei como leitura e o emprestei para que lesse... Então...
Passados algumas dias, recebi o livro de volta. Perguntei sobre o que o rapaz havia achado do conteúdo e logo, pelo notar de sua reação esquiva percebi que não havia sido lido. Tomei o livro de volta e coloquei no lugar de onde o havia sido retirado. Não se falou mais nisso.
Após algumas semanas, ao estar lendo o livro novamente, o mesmo rapaz me interrogou:
- O que você acha de tão interessante nesse livro aí? Não entendi nada. A que me interessa saber sobre estratégia de guerra?
...foi então que entendi o “desentendimento” do colega, seu desinteresse!
A Fraternidade Espartana nos recomenda livros para ler, alguns sobre estratégias de guerra. A Arte da Guerra é um deles. Este livro escrito a centenas de anos tinha como objetivo inicial preparar os guerreiros para a luta nos campos de batalha, com armas, inimigo contra inimigo, em uma época em que as questões de honra eram resolvidas com sangue e o domínio era imposto com armas, nem sempre com a inteligência. O poder de análise, o uso correto do conhecimento e a inteligência faziam a diferença então entre um bom e um péssimo líder, fator decisivo na vitória ou derrota. Sun Tzu então nos conta sua experiência, a registra em um livro.
Tempos se passaram e ainda vivemos uma guerra. Nossos campos de batalha são nossos diversos círculos de convívio: trabalho, família, associações desportivas e religiosas. Uma realidade cruel, porém diariamente enfrentamos inimigos: crises, inabilidades para lidar com situações e pessoas, preconceito, pessoas “curiosas” que fazem da vida alheia objeto de preenchimento de distração; inimigos sorrateiros andam sempre a observar, especular, esperando brechas que nos pegue despreparados, desarmados, para nos entregar muitas vezes as armadilhas das mentalidades tacanhas. Como se preparava um homem para a guerra, temos que preparar o homem espartano para a vida. Em forma de analogias, podemos tirar lições importantes do que os velhos guerreiros, através desses livros nos deixaram de herança. Analisar a vida e a felicidade como um Estado a se conquistar, aos indivíduos como inimigos ou parceiros de batalhas, os terrenos como os estabelecimentos, as armas como os recursos que temo em mãos! Somente uma coisa não muda que é o poder das ações corretas e a natureza humana. É preciso aprender a ser guerreiro para viver melhor. A leitura desses livros nos ajuda a isso.









Tem Gente Que Gosta de Sofrer

“Mulher gosta de sofrer” diz o manual do canalha, porém e o homem que gosta de homem, o gosta também de sofrer?
Sou um grande admirador dos relacionamentos humanos, aprecio sobretudo as grandes historias de amor. Adoro quando todo mundo termina feliz e na cama! Dessa forma, sempre que posso, tento observar e, porque não, ajudar nos romances mais malucos. Aliás, entre homens o que não falta são romances malucos, casos clandestinos, amores nãos correspondidos e casais que enfrentam juntos dificuldades “intransponíveis”, amores a distância ou “internetianos” que, aos meus olhos, fogem completamente da razão; amor é presença ou não? E viva o amor, se assim lhes dá satisfação.
Uma coisa que para mim, no entanto é admirável entre as mulheres, é a capacidade que algumas têm de precaver-se e identificar os canalhas, os cafajestes. Criam verdadeiros manuais de “preservação”, alguns bem divertidos espalhados pela internet, porém de certa forma acho que as ajudam na formação de um critério de busca e a se precaver das  surpresas quando o coração falar mais alto que a razão, ou, como dizem os homems: “a cabeça de baixo pensar mais forte”. Deveríamos aqui aprender com elas, pois o “canalha”, o “cafajeste” são gêneros também existentes entre os homens homossexuais... E dá-lhe conquistador barato, homem biscate, o boy puto!
Pare e pense quantos relacionamentos entre homens que você conhece seguiram em brandas nuvens? Será que o homem é o gênero mesmo complicado e que esta junção de dois homens é o fim da razão?
Discordo quando se fala que a vida comum entre dois homens não dá certo. Conheço casais que viveram anos juntos, muito mais que casais héteros. Conquistaram coisas, montaram casa,  ajudaram-se mutuamente e, de sua forma criaram uma família, então, não é uma questão de gêneros e sim de princípios, valores. Analisando pela questão dos valores, podemos então começar a entender melhor essa polemica dos relacionamentos entre dois homens e chegar então a algumas conclusões:
1 – Os homens no geral têm dificuldade de entender a dinâmica do relacionamento a dois. Convenientemente  adotam como valor aqueles da conquista viril, da infidelidade típica do homem latino, incompatíveis no entanto, com os valores de respeito exigidos em qualquer relacionamento;
2 – Os homens, até mesmo pela dificuldade em assumir uma postura de casal perante a sociedade optam pelo descompromisso, inclusive quando se fala de afetividade. O segredo evita a cobrança e a vigilância das pessoas e serve também como pretexto para a manutenção de uma “aparente” vida de solteiro aos olhos da sociedade. Ou você está solteiro ou não, meio solteiro não existe! Nesse caso a solução é aterem-se apenas as relações de sexo, se é que vê alguma vantagem nisso...;
3 -   Os homens confundem amizade com amor entre parceiros e tratam seus companheiros afetivos simplesmente como companheiros de balada. Ótimo seria que todo parceiro  também fosse o melhor amigo, mas as relações entre amigos e amantes não são iguais. Não levo amigo para a cama, nem meus parceiros a serem expostos  a outros flertes na balada... Quem ama cuida!  Não é questão de ciúmes nem falta de confiança e sim de preservação;
4 – Alguns homens, principalmente os menos experientes, também têm o “dedo podre”, adoram canalhas. O homem divertido, o rei da balada, dificilmente é o melhor parceiro para a vida a dois. “Maravilhas da natureza” tendem a permaneceram em suas carreiras de “espetáculo”, apresentam-se como os legítimos representantes do “macho latino”, mas como qualquer bom espetáculo, quer sempre atingir o “grande público”, e palmas para eles;
5 – Sem filhos, sem papel, não tem nada que os una ou impeça o fim de um relacionamento formal ou juridicamente (?). Otimo! Porém não devemos ver isso como uma desculpa para “coisificar” as pessoas como mero corpo para o prazer. Relacionamentos acontecem para se ter bons momentos, porém os momentos ruins também estão incluídos no pacote, o momento ruim do companheiro hoje pode ser o seu amanhã;
Uma questão de valores, é preciso mudar nosso critério de busca. Procurar pessoas com valores compatíveis aos nossos, buscar mais seriedade nos relacionamentos  até para que se mude a visão distorcida que faz com que a sociedade veja os homems homossexuais como pessoas descompromissadas e promíscuas.
O fato de sermos espartanos, de certa forma, já indica que temos valores diferentes e, entre homens de verdade, o fator fundamental é o respeito, a fidelidade e o companheirismo. Para ser levado a sério é preciso levar os outros a sério e, como diz o senso comum: “Respeito não se exige, não se força, se conquista”.
Persiste no erro quem gosta de sofrer... É,  tem homem que gosta de sofrer.










A Encruzilhada - Decidindo o Caminho

Existem momentos que todas as pessoas, com características em comum, acabam compartilhando. Uma dessas coisas é o momento da “encruzilhada”. Parece coisa de macumba, ou algo macabro como uma corrida para um paradeiro estranho, talvez esteja muito próximo disso mesmo...
A própria vida se impõe. Mesmo que se tenha medo de viver, o homem passa por caminhos onde deve tomar decisões importantes ou, se a própria vida se encarrega da escolha, caberá ao indivíduo tomar as rédeas da situação, trilhar seu próprio caminho. Afinal de contas, sua vida é SUA vida! Não existem manuais de instruções para se viver, principalmente para “androphilos”, somente o compartilhar de experiências as quais tentamos tomar certas lições. Não há garantia de resultados, somente a certeza de que posições tomadas em um determinado tempo determinarão os rumos que esta vida irá seguir no futuro, não há infelizmente um mapa para a terra dos sonhos.
Pelo meu caminho encontrei muita gente. Pessoas que assumiram uma postura de vida sem segredos, outras com reservas, aliviaram a carga de “estar só consigo mesmo” e passaram a viver mais leve, outros vivem, no entanto encarcerados no segredo, o peso da própria existência, a voz da consciência e o turbilhão dos próprios desejos não lhes deixa em paz. Como diz a velha expressão, estão “presos no armário”, tão fechados e tão amedrontados que deixam de viver. O “armário” é o próprio indivíduo estruturado de temores ao constatar que potencialmente pertenceria a algo ou a um grupo a que não se identifica a não ser no mesmo desejo sexual. Pedras a beira do caminho a observar os outros que passam.
Essas pessoas sobrevivem como clandestinos, como bandidos ou ilegais em terra estrangeira, temendo a cada momento serem descobertos e revelados. O pavor de ser descoberto é tão grande, que abdicam de importantes momentos de felicidade como o de ter amigos irmanados em idéias e sentimentos, relacionamentos plenos, a liberdade de sentir e se expressar sem máscaras. O problema realmente é o medo! Medo de encarar-se de frente, assumir para si mesmo sua realidade, entender-se, medo de dizer aos outros o que se quer, o que se pensa, medo de contrariar a expectativa de parentes e amigos, medo de viver sem a proteção das máscaras.  Não dá pra saber o que é pior, rejeitar-se a si mesmo ou sofrer a rejeição externa.
Não sou a favor, nem apoio, que todos assumam aos quatro ventos sua homossexualidade, cada caso é um caso, porém é importante que, para si próprio, o indivíduo seja verdadeiro. Muitos casos de preconceito são manifestados por pessoas que, sentindo-se ameaçadas por compartilharem de iguais desejos, assumem uma postura reativa radical contra aqueles que representam o seu real eu. Como se tentassem quebrar sua verdadeira imagem no espelho. O momento da escolha, se existe uma escolha, está em decidir pela  própria felicidade ou a dos outros. Independente de identificação de um grupo, idéias erradas ou preconceitos, somos o que somos e isso não é uma questão de escolha. Ninguém, a não ser um louco ou um santo, escolhe de livre vontade o sofrimento de ser rechaçado pela sociedade, de ser criticado ou alvo de escárnio, palavras ofensivas e violência. No reverso da medalha existe o próprio preconceito onde, dependendo do meio social o qual este indivíduo esteja inserido, pode manifestar-se das formas mais extremas: da expulsão do próprio convívio familiar a violência física.  Fatores que se tornam ainda mais graves quando são os jovens os envolvidos; muitas vezes incapazes de sobreviverem por meios próprios acabam sendo jogados por sua orientação – não opção – no submundo da prostituição e droga, pela necessidade ou pela revolta, por faltar-lhes uma estrutura financeira e psicológica que lhes permita seguir vivendo de forma positiva, com normalidade.
Quando a vida se impõe, devemos então pensar: “o que neste momento me faria feliz? E no futuro?”  Continuar em segredo, viver de aparências, fugir da própria realidade ou enfrentar o problema de frente, achar soluções para viver melhor, buscar a felicidade dentro dos desejos e anseios reais. A um guerreiro é preciso viver com coragem, escolher um dos caminhos, porém no momento certo e com coerência, planejar a própria vida. A ninguém mais cabe determinar qual deles será, a não ser nossa própria consciência. Porém cada coisa ao seu momento, cada decisão na hora mais oportuna quando o indivíduo tiver plena consciência e condições de manter a decisão tomada. As verdades fugindo do controle ou sendo confrontadas, devem ser conduzidas com a calma, o autocontrole para estabilizar a situação. Só se consegue isso tendo consciência de si, quando se deixa de brigar e estamos em paz com nós mesmos.
Lamento pelo sofrimento das pessoas que passam pela vida sem viver. São sempre observadores, nunca atuando no palco principal. Preocupo-me com aqueles outros que, tomados talvez pela coragem mais extrema, escancararam todas as portas de sua vida permitindo até mesmo a entrada do inimigo, que estes encontrem a maior das felicidades. Meu desejo é que todos vivam o equilibro das escolhas revelando as verdades aqueles que realmente mereçam compartilhar, a verdade é sempre mais leve de se carregar ao longo da estrada de um guerreiro, que é bem longa!



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Um Homem Solitário

Bom, não precisa explicar muito, so ouvir e entender... Só colocar garoto no lugar da garota (risos)!


Homem Solitário

Belinda era minha
Até o dia em que
Eu a encontrei
Abraçando Jim
E amando -o


Então Sue apareceu, me amando fortemente,
Isso era o que eu pensava
Eu e Sue,
Mas isso também morreu.


Não sei se eu conseguirei,
Mas antes de me encontrar
Uma garota vai ficar
E não me vai ma trair
Eu serei o que eu sou
Um homem solitário
Um homem solitário


Eu tive isso aqui - estando onde o amor é uma palavra pequena
Um coisa temporária
Uma aliança de papel
Eu sei que é dificil ter
Uma garota que me ame
Certo ou errado
Fraco ou forte


Não sei se eu conseguirei,
Mas antes de me encontrar
Uma garota vai ficar
E não vai me trair
Eu serei o que eu sou
Um homem solitário
Um homem solitário


Não sei se eu conseguirei,
Mas antes que o amor me encontre
Uma garota vai ficar
E não vai me trair
Eu serei o que eu sou
Um homem solitário
Um homem solitário



Reflexão Sobre a Parada Gay

Quando falamos do mundo homossexual, sempre tendemos a pisar sobre ovos. Venho de um lugar e de uma época onde algumas coisas funcionavam de forma diferente. Talvez seja realmente retrogrado, ou conservador, o que sempre entendi é que cada escolha na vida tem um preço que será cobrado antes do ato final. A vida não deixa impune quem com ela age com leviandade.
Existe uma explosão de vida e a alegria da juventude que não pode em absoluto deixar de se manifestar, porém a qualquer jovem é necessário que se tenha a noção da abrangência do seu modo de vida.
Lá pelos idos da década de 90 fui pela primeira vez a “Parada Gay” em São Paulo. Recebi o convite e aceitei porque era grande a expectativa da comunidade gay interiorana ao evento e isso me despertou a curiosidade. A própria boate local, a única, aliás, organizou uma caravana e então, lá estava eu entre um bando de garotos na expectativa de algo maravilhoso.
Recordo-me de alguns pensamentos que acorreram dias antes... Imaginava eu, na minha ingenuidade interiorana, que a “Parada do Orgulho Gay” seria como a parada de Primeiro de Maio organizada pelo partido comunista local. Neste evento éramos invadidos por uma alegria de estarmos mostrando a sociedade que éramos contra o sistema. Lembro-me quando a parada de Primeiro de Maio passou na porta de onde eu trabalhava e eu pude ver os companheiros com as bandeiras vermelhas, senti uma imensa alegria, era mesmo um orgulho. Enfim, talvez a “Parada do Orgulho Gay” fosse algo similar.
Muito distante das manifestações organizadas por Harvey Milk na década de 70, o que eu deparei foi um surpreendente Carnaval fora de época. Parado, na Av. Paulista eu fiquei por alguns minutos boquiaberto, não imaginava que “havia tanto homossexual no mundo”!! Pela primeira vez eu tive a consciência de como éramos muitos e tínhamos poder de lutar.
A parada iniciou com um comício e a marcha acompanhada de carros de som seguiu em direção a Praça da República, sobre o carro os go-go-boys e nas ruas todas as possíveis manifestações de sensualidade que o mundo homossexual poderia oferecer. Fiquei espantado com tanta variedade de pessoas dentro de uma só classificação. Entrei no clima da festa – seria hipócrita se não o falasse – porém com uma grande dose de estranhamento. Atrás da barreira policial havia um outro público, enorme, de pessoas que acompanhavam o espetáculo como se assistissem a uma peça de teatro.
Desde então venho ouvido diversas opiniões sobre as “Paradas Gays” pelo Brasil afora a ponto de pesquisar mais a fundo para entender o motivo de tanta controvérsia. Sou convicto em dizer que se talvez não fosse essa grande festa não teríamos o engajamento do público, não diferente da maioria dos brasileiros, a grande parte dos ali presentes estava pouco se importando com o teor político ou democrático da coisa. Porém não seria natural que a sociedade deixasse tal “espetáculo” impune. Considerando-me alguém fora de meio, não fiz mais conta disso. Segue-se a vida!
Em minha cidade vi a primeira Parada Gay acontecer. Dias antes, dois senhores da comunidade gay, muito conhecidos, andaram pelas ruas, na madrugada, falando com os “garotos da noite” e todos os homossexuais que encontraram a se juntarem a manifestação. Respaldados por alguns políticos locais a manifestação aconteceu então da forma que se esperava. Alguns carros de policia e um carro de som abriu a manifestação pelas ruas principais da cidade. Seguiram aqueles homens corajosos, pois se expunham a uma sociedade interiorana extremamente preconceituosa, outros mais jovens e independentes seguiam em casais de mãos dadas, acanhados porém felizes, mais atrás, aqueles que manifestavam sua adesão a causa porém tinham medo de se expor a pé pelas ruas, seguiam em carros, sem barulho e sem alarde. Senti orgulho daqueles homens! Creio que Harvey Milk e os guerreiros de Stonewall também sentiriam!
Por volta de 2009, porém, algumas noticias que envolviam a manifestação começaram a novamente me chamar a atenção. Estruturando-se dentro da cidade de São Paulo, alguns grupos de skinheads antifacistas como os SHARP e os RASH* tentaram dar apoio as manifestações contra a homofobia. A luta contra a homofobia, sendo uma bandeira comum entre os dois grupos, serviria então como um fator de união aos manifestantes homossexuais. Politizados, esses grupos foram como eles propriamente referiam-se “Barrados no Baile” - http://rash-sp.blogspot.com.br/2012/06/barrados-no-baile.html -  e é claro, o que antes poderia ser um fator de união gerou mais uma vez a antipatia de um grupo. Coisas parecidas aconteceram antes até mesmo por parte dos SHARP que em 2008 - http://sharpbrasil.blogspot.com.br/2008/07/jovem-agredido-por-carecas-no-skinheads.html
Não faço apologia a nada, nem apoio qualquer tipo de ganguismo, porém o que pretendo questionar é o caráter dessas manifestações. Indivíduos se organizam para lutar por valores comuns, porém de forma diferente. A sociedade questiona sobre o teor dessas manifestações e nossos inimigos utilizam da mesma manifestação festiva como uma prova de suas teorias homofóbicas.
A vida em festa! Será que todos os homens que se relacionam sexualmente com outros homens vivem assim?
Vamos parar e pensar nisso...










Do outro lado da barreira policial...



Os 12 Princípios dos Espartanos Alfas

Em linhas gerais, todo indivíduo másculo que sente prazer de ser homem e se relaciona sexualmente com outro homem pode ser chamado de espartano. Isto é, homem que se relaciona sexualmente com homem e como homem.
Entretanto, espartano alfa ou espartano de fato (para diferenciar dos nascidos na atual cidade grega de Esparta) é aquele que segue esses 12 princípios.

I. Ser absolutamente másculo. Sentir um imenso prazer de ser homem, gostar de ter um corpo masculino e se relacionar sexualmente com homens.

II. Está convencido que é correto relacionar-se sexualmente com o mesmo sexo porque a ciência, recentemente, provou que o homem não tem estro e possui um córtex cerebral muito desenvolvido que o dota de muita imaginação. Esses dois fatos biológicos são as únicas causas de o homem nascer livre sexualmente quanto aos objetos que lhe provocam prazer sexual. Por isso muitos seres humanos sentem prazer sexual com animais, vários objetos, se masturbam e com o mesmo sexo. A liberdade sexual devido à inexistência do estro associado ao grande desenvolvimento do córtex cerebral é uma característica evolutiva da espécie humana.

III. Compreender que o relacionamento sexual entre pessoas do mesmo sexo é censurado porque não procria. Daí as elites sociais proibirem e/ou perseguirem os que desperdiçam o sêmen só com prazer porque são as crianças criadas pelos pais, com seu dinheiro e esforço, que se transformarão na mão-de-obra necessária para as elites sociais acumularem capital.

IV. Compreender que por isso surgiram os bloqueados sexualmente programados para ser pais-de-família e os sexualmente livres. Os bloqueados perseguem os sexualmente livres por alienação e assim se tornam inocentes úteis a serviço dos interesses econômicos e políticos das elites sociais.

V. Estudar e pesquisar sempre os guerreiros de todos os povos porque muitos se relacionavam sexualmente entre si achando vantajoso e superior esse tipo de prazer e relação amorosa. E, portanto, adaptar seus ensinamentos, e assim ter um guia seguro para, atualmente, resolver suas dificuldades.

VI. Tornar-se subjetivamente um guerreiro desenvolvendo uma poderosa força interior. Não beber muito álcool. Não usar drogas. Não fumar. Evitar alimentos que prejudicam o organismo.

VII. Ser extremamente honesto. Não mentir. Não trair. Ser absolutamente confiável.

VIII. Ser estratégico em todas suas ações. Ser organizado, disciplinado, previdente, persistente e controlar suas emoções e, portanto, confiar em si porque desenvolveu uma poderosa força interior a partir dos ensinamentos dos guerreiros nossos ancestrais.

IX. Treinar cotidianamente e assim se auto-educar, para praticando o agogê (treinamento) chegar ao aretê (excelência) para atingir a ataraxia (imperturbabilidade) e chegar a eudaimonia (felicidade). Isto é, o melhor que você pode ser, sob todos os pontos de vista, como faziam os antigos gregos. A Tradição Espartana visa criar grandes homens. É um processo de auto-educação.

X. Compreender que relação sexual entre homens pode ser um caminho para o aperfeiçoamento pessoal como foi para muitos guerreiros nossos ancestrais, dos quais devemos ser os herdeiros e, portanto, guardiões dessa tradição. É, isso, em essência, que é ser Espartano de Fato, Espartano Alfa, Espartano Hoje que são sinônimos do adepto desses pontos de vista.

XI. Construir uma Fraternidade Espartana. Ela é uma organização de homens, subjetiva e moralmente fortes, à semelhança da maçonaria, para praticar o apoio mútuo e assim se defenderem melhor das hostilidades, substituindo a família católica que muitos não quiseram construir. Esta fraternidade é seu grupo, seu clube, seu time, sua família, seu apoio e força nas horas da alegria e da tristeza. A construa, para ter e poder contar com um grupo de companheiros espartanos, absolutamente confiáveis e organizados, portanto, uma ampliação de sua força interior.

XII. Apoiar o socialismo democrático ou libertário que visa democratizar as sociedades e diminuir ou abolir as diferenças de classes sociais. Combater toda forma de discriminação e formas de racismo. Apoiar a luta de todos os oprimidos pela igualdade e respeito necessários a qualquer ser humano. Isso inclui o respeito e defesa de todas as diversidades humanas. Características corporais, culturais, religiosas, sexuais, de gênero, isto é, cor da pele, travestismo e transexualidade, efeminação etc. Apoiar de forma incondicional a liberdade das pessoas serem como quiserem mesmo aquelas que vão de encontro à maneira de ser dos Espartanos. E, assim sendo, também exigir respeito à maneira de pensar e de ser do Espartano Alfa.

Espartano Alfa