sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Rua da Lama

Há um verbo pouco usado, mas que descreve muito bem algumas atitudes, o verbo este se chama “mariscar”. Mariscar é o ato da catar mariscos, geralmente na lama, entre as pedras ou no mangue com a finalidade de...comer...
Pratica comum de alguns solitários (?), principalmente nos grandes centros urbanos, são as viagens noturnas as “ruas do mangue” ou “ruas da lama”...Lugares de prostituição onde podem encontrar sexo fácil. Assunto espinhoso e pouco falado entre homens e homens, mas é aí que mora o perigo, já diz o velho ditado, na “na noite todos os gatos são pardos” antão, fica difícil saber quem e bom quem não é, ou melhor, o que é verdadeiro e o que é falso.
Não buscamos encontrar santos, nem demônios, nem questionar determinadas coisas pela ótica da moralidade, porém é preciso colocar em evidencia os perigos que certas praticas envolvem.
Cada um dentro de suas razões para estar a “mariscar”, ou sendo “mariscado”, o fato é que a noite, nas ruas, as verdades são relativas. Quem encara pessoas como produto pode também ser encarado como gado pronto para ir ao matadouro. O jogo do “submundo” não tem espaço para jogadores inexperientes e no carteado da prostituição só lucram os melhores, independente do lado da mesa, os jogadores flertam com a morte. Entre as cartas estão o tráfico de drogas, uso de entorpecentes, doenças venéreas, roubo, psicopatia e sociopatia, e por aí vai...
Existem homens que dizem estar nessa por dinheiro, pela necessidade, porém é fato que nenhum homem que não aprecie o sexo com outro homem iria sujeitaria o próprio corpo a um contato que lhe causaria repulsa; muitas vezes ocorre que homens que não conseguem encarar a própria realidade ao fato de serem homossexuais acham na exploração do dinheiro a conforto psicológico para entregarem-se a um prazer que eles mesmo condenam, muitas vezes associados ao vício de drogas ilícitas. Com o tempo, mesmo sem ganhar nada, continuam na rotina da prostituição pelo que eles chamam de “fissura”, o vício do sexo ocasional. Do outro lado, pessoas solitárias que buscam o anonimato e o sigilo em suas relações nem sempre estão apenas traindo seus parceiros ou escondendo-se da visão e do julgamento das pessoas, o ser humano tem as mais diversas necessidades de sexo ao prazer da maldade. De ambos os lados existe a violência, o fato de pagarem pelo prazer cria nos clientes um senso de poder e no sigilo, a falta de testemunhas, a violência pode não encontrar limites.
Aos espartanos cabe a cautela, entre as virtudes do guerreiro está o senso de preservação e o respeito com o próprio corpo e integridade. Lembrando o ditado popular: cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.






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