domingo, 26 de agosto de 2012

Bullying

Bullying agora virou uma palavra de moda, virou tema de discuções na mídia, por legisladores..., falam de projetos para a criminalização.
Desconheço homossexual que não o tenha sofrido, principalmente na infância e adolescência. O bullying nos circulos de convivência: igreja, escolas, trabalho.., constitiu para muitos o primeiro alerta de que é diferente em sua atração sexual.
Sou um daqueles que pensa que a atração pelo mesmo sexo é algo genético, quem assim o sente sabe que não é uma questão de escolha e recorda-se de suas inclinações desde a mais tenra infância, porém o "bullying" é que nos mostra a todos o lado mal da coisa toda pois na fase da adolescência, quando se passa pela fase de formação e afirmação do caráter, os pais no geral cobram dos filhos atitudes entendidas como "normais" para o homem e a mulher. O não enquadramento nos padrões cobrados, a percepção da diferença, a rejeição dos colegas pelo que é diferentes, destroi a auto-estima e cria um circulo vicioso de ações e reações violentas onde quase sempre os perdedores são as minorias.
Falado em outra ocasião, a sociedade no geral, sempre apresenta o homossexualismo como algo caricato, o padrão estabelecido pela mídia de que o homem que sente atração por outro homem é engraçado dá aos cidadãos a premissa de achar que o homossexual deva ser visto como piada - uma piada não é lavada a sério. O escarnio sobre características reconhecídas aos personagens comicos ao imitarem gays, para os jovens e adolescentes, cria a permissividade para que se oprima o colega a quem essas características se atribuiem. Aquele que sofre a agressão entre os meninos, rejeitado pelos pares, invariavelmente buscará aceitação maior entre as meninas passando a fazer parte então desse universo feminino. O resultado ao longo do tempo são indivíduos que enchergam a sí proprios como um meio termo entre o masculino e o feminino: não mulher por sua genética porém, não se sente homem pois seu psicologico se desenvolveu feminino. O resgate dessa masculinidade leva muito tempo, porém os traumas permanecem para toda a vida. Bullying é antes de tudo uma tortura psicológica que força no caso dos homossexuais, reconhecer sua diferença do que a sociedade tem como normal no padrão judaico-cristão, num momento da vida onde nem mesmo tem parâmetros e maturidade suficiente para resolver seus proprios conflitos. Depressão, tendências suicidas, são algumas das facetas que a internalização desses conflitos podem gerar.
Bullying tem sua raiz na permissibilidade que a sociedade oferece para que as maiorias ridicularizem as minorias. Enquanto se achar graça na figura do homossexual, haverá intrinseco a permissão de se fazer com que o homossexual seja visto como "diversão das massas", daí o descaso pelas autoridades - jurídicas, policiais, professores, diretores - em reprimir tais atos entre jovens e adolescentes. O bullying de hoje é o assedio moral de amanha, o jovem que comete um é o que irá cometer o outro na vida adulta, pois isso é que aprendeu em sua formação como indivíduo: é engraçado, é legal e impune humilhar e ridicularizar os outros. Não devemos somente reprimir o resultado, temos que lutar para que a origem do problema também seja combatida, isto é, uma mudança de cultura e respeito por todo o ser humano. Somente quem sofre ou sofreu o bullying sabe o peso que isto tem.
Nosso dever como espartanos é auxiliar os jovens a enfrentarem esse problema e lutar contra isso, mudar antes de mais nada a visão da sociedade refentes ao homem que sente-se sexualmente atraído por outros homens. Devemos agir e nos sentir homens como qualquer outro, e sermos orgulhosos de nossa masculinidade.











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