terça-feira, 21 de agosto de 2012

Jack Donovan - A União Segundo "Blood Brotherhood"

Recentemente terminei de ler o Livro de Jack Donovan, “Blood Blotherhood”. O livro nos apresenta várias situações ao longo da historia onde os “pactos de sangue” foram travados. Há neste livro um esforço em unir historias, descrições antropológicas, lendas que confirmem a importância que os pactos de sangue tiveram como elemento de união entre homens pró uma causa comum.
Seja por seu poder simbólico e até mesmo biológico, os pactos firmados em sangue sacramentam compromissos de cooperação e fidelidade entre homens de forma mais forte que talvez os laços verdadeiramente consangüíneos poderiam ter, porém, deixando um pouco de lado as questões de sangue, o ponto convergente da discussão é o atual modelo de união entre homens.
Pode ser que nunca seja possível determinar de forma inquestionável os fatores que levam a isso, mas entre uniões do mesmo sexo existe sempre a tendência ou tentativa de se determinar o elemento masculino e/ou feminino. A sociedade no geral, com a aquiescência dos próprios evolvidos, se esforça mais uma vez em classificar o masculino e o feminino numa união homoafetiva. A palavra já diz tudo, homo= igual + afetiva = de afeto, sendo assim não deve haver uma polarização. Dentro da velha escala de identificação de características masculinas ou femininas o que não se pode esquecer é que biologicamente não existe diferença entre os parceiros. Nos casamentos heterossexuais celebra-se a união de dois elementos que a princípio, independente de suas afinidades, deverão se unir para a procriação, não necessariamente a cooperação, temos então o masculino e o feminino e isto basta.
Ao que tange aos rituais de união, ainda tende-se a seguir os modelos já estabelecidos numa adaptação onde muitas vezes só se modifica o vestido de noiva ao terno. A proposta do referido autor – Jack Donovan – é que entre homens, adotemos um método de união historicamente fundamentado, tradicionalmente usado e aceito por estar fortemente enraizado nas tradições dos povos  e que sempre foi usado para unir homens. A rejeição dos modelos heterossexuais para união entre parceiros e a adoção de um novo modelo garante a sociedade uma correta visão do que consistirá essa união: a junção de dois parceiros em busca da cooperação, fidelidade e desenvolvimento comum além de qualquer adversidade. Como guerreiros devem lutar juntos para vencer as batalhas da vida.
Entendendo a união entre homossexuais como uma nova conquista, é necessário também que se adote uma nova forma de oficializar e celebrar, seja com sangue ou não, esta união onde desde o início ambos os parceiros sejam tratados com a mesma importância, onde nenhum deva modificar sua condição masculina para que a união possa se concretizar ou ser compreendida.



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